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Um clone da Brasilia amarela dos Mamonas Assassinas

28 ago

Como se não bastasse os Mamonas Assassinas sacanearem a imagem de qualquer VW Brasilia amarela por toda eternidade, ainda há quem tenha a coragem de produzir um clone da Brasilia do clipe de Pelados em Santos… Dizer o quê! =D

Mais um flagrante dos Irmãos Rocha, dessa vez na zona oeste de São Paulo!

Clique nas imagens para vê-las em tamanho maior.

De quando a GM brasileira teve seu próprio hotel

15 jul

Boa leva de executivos do setor automotivo brasileiro apóia-se na já larga vivência das quatro grandes montadoras no País para questionar, não sem certa dose de razão, planos aparentemente megalômanos das novas fabricantes que estão prestes a se instalar por aqui.

A Hyundai, por exemplo, vive hoje, neste 2011, dentre outras, curiosa dificuldade que a General Motors já experimentou por estas bandas, porém há mais de cinquenta anos, nos idos de 1957.

Isso porque a montadora de origem sul-coreana está encontrando dificuldades para hospedar adequadamente os executivos da matriz e convidados que vão conhecer as obras da fábrica de Piracicaba: o máximo que a cidade oferece em termos de hotelaria moderna, por assim dizer, é uma pequena unidade do Ibis, rede global de hotéis econômicos. No evento de pedra fundamental realizado no local em fevereiro o problema chegou quase ao extremo: onde hospedar o vice-chairman, que vinha da Coréia do Sul? O jeito foi deixá-lo em São Paulo mesmo e levá-lo de helicóptero.

Caso semelhante viveu a GM naqueles anos 50, ainda que de forma bem mais acentuada devido ao contexto da época: simplesmente não havia rede hoteleira em São José dos Campos para receber executivos durante a construção e os primeiros anos da fábrica. A solução que a montadora deu à questão foi a mais direta possível: construiu seu próprio hotel, junto à planta – o Hotel GM.

Recepção, trinta quartos, restaurante, bar, salas de reunião, biblioteca, serviços de lavanderia e camareiras, enfim, como qualquer outro hotel – a diferença é que sua localização era dentro da própria fábrica.

Com o passar dos anos e o próprio desenvolvimento da cidade no entorno o uso do Hotel GM começou a mostrar-se desnecessário dentro de seu objetivo original. E em meados dos anos 90 nenhum hóspede mais ali se instalava – até que Sérgio Dal Poggetto entra na história.

Isso porque o executivo, na GM desde 1958, foi transferido da planta de São Caetano do Sul para a de São José dos Campos, na função de diretor da fábrica, por volta de 1995. A família, entretanto, preferia permanecer na cidade do ABC. Dal Poggetto, então, passava a maior parte da semana no Vale do Paraíba e o fim de semana em São Caetano. Morar aonde, na estadia semanal no Interior? A resposta veio rápida e quase óbvia, auxiliada ainda mais pelos três turnos de produção de então: no Hotel GM, oras.

Assim, ele passou a ser o único habitante do local. Trinta quartos à disposição – situação curiosa que perdurou por nada menos do que onze anos. É quase impossível não associar o caso ao filme O Iluminado, clássico cult de suspense-terror dos anos 80, do diretor Stanley Kubrick, baseado em livro de Stephen King: a história de um vigia de um grande hotel nas montanhas do Colorado, Estados Unidos, inacessível durante o inverno devido à neve. O isolamento total do personagem Jack Torrance, vivido por Jack Nicholson, acaba por levá-lo à loucura.

Mas ele garante: “minha história no Hotel GM não chegou nem perto disso”. Mas recorda: havia, sim, o boato de que o fantasma de um ex-funcionário perambulava pelos corredores do hotel à noite, fazendo com que as camareiras evitassem qualquer circulação no local depois do pôr-do-sol. Mas, belo dia, reunião foi até tarde da noite: quando todos foram embora o executivo retornou à sala para apagar as luzes, fazendo com que uma funcionária que limpava o local quase desmaiasse de susto – ela pensou que quem adentrava a sala era o fantasma. Dal Poggetto diverte-se: “Ou eu assustava o fantasma ou ele não existia mesmo, pois nunca o vi em todos esses anos por lá”.

Eram outros tempos, sem dúvida: o executivo recorda-se que internet pouco se havia ouvido falar e montar uma vídeo-conferência dava tanto trabalho, com tantos equipamentos, que era mais fácil os participantes deslocarem-se fisicamente até São José dos Campos.

Hoje Dal Pogetto está aposentado e o Hotel GM não funciona mais, apesar de fisicamente estar lá, em pé, firme e forte: o local é utilizado atualmente para arquivo, treinamento, eventos e outros fins.

Feliz aniversário para o último Chevrolet Opala fabricado no Brasil!

16 abr

Hoje, 16 de abril, é aniversário de 19 anos do último Chevrolet Opala fabricado no Brasil! Parabéns para ele! Como presente conseguimos mais uma foto e, especialmente, novas e reveladoras informações sobre este carro histórico, que representa a jornada de um modelo que foi amado e respeitado por muitas gerações, e que fecham o quebra-cabeça desta série do blog.

Vamos lá!

– O último Chevolet Opala foi fabricado em 16 de abril de 1992 e fez parte de um evento que celebrou ao mesmo tempo o fim da produção e a produção do veículo número 1 milhão no Brasil, contadas todas as versões do Opala, inclusive Caravan, na fábrica da GM de São Caetano do Sul, no ABC paulista, onde começou a ser produzido em 1968. Neste evento estavam muitos executivos, funcionários da fábrica, convidados, imprensa e também uma Caravan ambulância, igualmente a última fabricada.

– Depois do evento o carro recebeu as placas CTH-1992 que foram escolhidas por um gerente da área de comunicação da GM. Este mesmo executivo criou a série Collectors, criada para celebrar o fim da produção. Curiosamente as 100 unidades desta série foram vendidas rapidamente e o último Opala fabricado foi mesmo um Diplomata SE ‘comum’.

– O carro continuou nas dependências da fábrica, mais especificamente dentro da oficina. Não foi usado por ninguém, permaneceu zero km porém esquecido no local. Aos poucos algumas peças de acabamento foram retiradas para uso em outros Opala, de clientes VIPs, para atendimento mais rápido enquanto estas peças eram encomendadas e não chegavam das fabricantes. Nessa fase foram retirados forros de porta, forro de teto, pára-brisa e várias outras peças, mas a mecânica se manteve intocada e zero km. A idéia era reinstalar essas peças no carro quando chegassem, mas em muitos casos isso acabou não acontecendo, enquanto que em outros casos foram instaladas peças diferentes das originais, como os bancos.

– Em 2002, portanto dez anos depois de sua fabricação, a GM, que desde 1996 montava acervo para criar um museu próprio, fechou parceria com a Ulbra e cedeu todo seu acervo, que incluía dezenas de carros históricos, além de muito material impresso. Tudo foi coordenado pelo mesmo gerente que escolheu a placa CTH-1992, que inteligentemente cedeu o material em comodato e não como doação. O último Opala estava entre os carros que foram para o então nomeado Museu de Tecnologia da Ulbra. Mas como ele continuava parcialmente desmontado no interior, e já levemente descaracterizado, foi encaminhado à área da oficina da Ulbra, aonde seria recuperado para fazer parte da exposição.

– Seis anos depois, fim de 2008, o carro continuava na área de oficina do Museu da Ulbra sem ter sido sequer tocado, em estado de completo abandono. Apesar de ainda zero km depois destes 16 anos da fabricação algumas peças já não tinham mais salvação como, por exemplo, os pneus. Sem ser recuperado, o carro nunca foi mostrado ao público que visitava o museu. A Ulbra entra em problemas financeiros graves e a GM encerra o contrato de comodato, e retira os carros, dentre eles o Opala, no estado, além de todo o material impresso. Quem coordenou esta operação foi exatamente aquele mesmo gerente que escolheu a placa, que nessa época não trabalhava mais na GM mas manteve-se ligado à montadora por meio de empresa própria. Todos os carros foram levados para a fábrica da GM de São José dos Campos, no interior de São Paulo, enquanto que o material impresso foi doado à Anfavea.

– A GM decide que não vai manter o acervo e promove um leilão eletrônico via internet para venda dos veículos, dentre eles o último Opala, no estado. Quem coordena este leilão é aquele mesmo executivo que escolheu as placas CTH-1992. O leilão é aberto apenas a funcionários e concessionários da GM. Todos os carros são vendidos em 17 minutos. O último Opala é adquirido pelo vice-presidente da GM.

– O vice-presidente pede ao próprio executivo que coordenou a retirada dos modelos do museu, além do leilão, que cuide da recuperação do último Opala, que continuava em estado de abandono apesar de zero km.

– O executivo começa a pensar em como conseguir as peças de acabamento do carro que estão faltando. Após levar o carro para oficina própria, ao abrir o porta-malas, surpresa: praticamente todas as peças necessárias, novas, estavam lá dentro, como os forros de porta. Estas peças eram aquelas encomendadas na época em que o Opala ficava na oficina da GM para substituir as retiradas para consertos de outros Opala, e que nunca haviam sido reinstaladas.

– É iniciado o processo de restauração do carro, que foi muito rápido por esta situação inusitada. O executivo opta por manter algumas partes que haviam sido modificadas anteriormente, como bancos, emblemas em posição errada e outros pequenos detalhes justamente para preservar a história única do carro. Ainda faltavam algumas peças, que não estavam no porta-malas e que o executivo consegue garimpar e encerrar por completo a restauração do último Opala.

– O carro é entregue ao proprietário, que mora em São Paulo. Isso aconteceu há cerca de dois anos. Desde então o Opala rodou 167 quilômetros, e só.

– Hoje o carro fica guardado em uma garagem de  um prédio residencial, junto com mais duas preciosidades da GM que também pertencem ao mesmo proprietário e que também são cuidados por aquele mesmo executivo que originalmente escolheu a placa CTH-1992. Os vizinhos, entretanto, nem desconfiam que trata-se do último Opala fabricado no País. Semanalmente o carro é ligado e movimentado para frente e para trás dentro da própria garagem, e o proprietário evita a qualquer custo sair com o Opala à rua para evitar qualquer tipo de acontecimento que possa danificá-lo. Às vezes, normalmente com aquele mesmo executivo que escolheu suas placas ao volante, o carro sai para dar umas voltinhas, em dias de sol, para acelerar o motor 4.1, onde aproveita-se para calibrar os pneus e lavá-lo.

Parabéns, último Chevrolet Opala fabricado no Brasil! Feliz aniversário!! =)

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O último Chevrolet Opala – XIII

14 abr

Mais um ângulo para deleite de todos… notadamente o assunto Opala desperta paixões e discussões acaloradas! =)

Em breve teremos mais informações… aguardem, aguardem! Enquanto isso sem brigas, pessoal! Vamos manter a discussão em bom nível… e quem quiser acreditar acredite, quem não quiser não acredite! =)

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O último Chevrolet Opala – XII

13 abr

E, com vocês… =)

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O último Chevrolet Opala – XI

11 abr

Ah, moleque! Olha a traseira dele aí!!! =D

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O último Chevrolet Opala – X

10 abr

Mais um ângulo inédito até então! =)

O último Chevrolet Opala – IX

9 abr

Opa! Aí sim! Finalmente um ângulo mais aberto! =)

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O último Chevrolet Opala – VIII

8 abr

Primeira imagem da dianteira!

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O último Chevrolet Opala – VII

8 abr

Mais um pedacinho do quebra-cabeça… tem gente que não está conseguindo dormir à noite!! =D

Vamos reunir todas as informações que já temos sobre o carro! Aos amigos do blog, para juntar peça por peça assim como nós…

– O carro não é da série Collectors. Foram fabricadas somente 100 unidades da Collectors. Este último carro saiu da linha depois destas 100.

– O carro é o que aparece no vídeo abaixo, produzido pela própria GM, de 2:20 a 5:50. Está estacionado ao lado de uma Caravan Ambulância durante o evento de fim de produção. Antes da montagem na linha o carro recebeu diversos recados colados em sua lataria, escritos pelos funcionários, como também aparece no vídeo.

– No vídeo o carro parece vinho, mas na verdade ele é azul. Há uma distorção da gravação VHS que mudou a cor e o fez parecer vinho, mas a cor verdadeira é azul.

– Bem depois disso o Opala foi para o Museu da Ulbra no Rio Grande do Sul, mas nunca foi exposto lá e ainda não sabemos o porquê.

– O carro atualmente está em São Paulo, onde passou por processo de restauração e também ainda não sabemos porquê. O dono atual é um colecionador.

– A quilometragem original dele é 167 quilômetros, confirmadíssimo.

Quem não quiser acreditar, não acredite! Quem acredita, sorria por esse achado! Mais um carro histórico para a indústria automotiva brasileira está são e salvo! =D

Quando conseguirmos mais informações e fotos repassaremos!

Ah, e temos uma atualização no post do Opala SS órfão, logo abaixo!

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